Corantes na alimentação de cães e gatos: o que você precisa saber

Corantes na alimentação de cães e gatos: o que diz o MAPA e por que são usados.
Corante Alimentação

Você já viu uma ração colorida, com grãos vermelhos, verdes e amarelos, e pensou que ela parecia mais “saborosa”? Ou até chegou a associar com alimentos: tipo vermelho a “carne”, laranja a “cenoura” e verde o “espinafre”? Pois saiba que essas cores não têm nenhuma função para o seu pet. Os corantes são aditivos alimentares usados principalmente para agradar aos olhos do tutor, e não aos animais.

 

O que são corantes alimentares

Segundo a Instrução Normativa MAPA nº 13, de 3 de outubro de 2003, corantes são aditivos intencionais adicionados aos alimentos para modificar, intensificar ou restaurar sua cor original.

Esses aditivos podem ser utilizados em produtos feed (destinados a animais) e food (para consumo humano), desde que autorizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pela ANVISA, respectivamente .

Ou seja: o corante não tem valor nutricional, não altera o sabor ou o cheiro e não atrai o animal. Sua presença serve apenas para melhorar a aparência comercial do produto, algo pensado para o consumidor humano, não para o paladar canino ou felino.

 

Tipos de corantes: naturais e artificiais

A legislação classifica os corantes em naturais e sintéticos (artificiais), de acordo com sua origem.

  1. Corantes naturais

Obtidos a partir de fontes vegetais, minerais ou animais, como:

 

  • Beterraba (vermelho)
  • Cúrcuma ou açafrão (amarelo) 
  • Urucum (alaranjado)
  • Clorofila (verde)
  • Carmim ou cochonilha (vermelho, de origem animal — inseto)

 

São considerados mais seguros, pois vêm de ingredientes naturais e tendem a causar menos reações adversas.

  1. Corantes artificiais

Produzidos quimicamente em laboratório, oferecem cores mais vibrantes e estáveis.

Exemplos comuns: Tartrazina (amarelo), Azul Brilhante FCF, Vermelho 40, Amaranto.

Embora aprovados em doses seguras pela ANVISA, alguns animais sensíveis podem apresentar reações alérgicas. Por isso, produtos “sem corantes artificiais” vêm ganhando espaço no mercado pet premium.

Como tutor fica difícil compreender embalagens e identificar a diferença entre os corantes naturais e artificiais, mas o app Noah Aprova te ajuda, através de uma análise detalhada feita por especialistas: basta escanear o código de barras do produto ou fazer a busca manual pelo nome e ter na palma de sua mão a avaliação do produto para seu pet. 

 

Por que os fabricantes usam corantes

Os corantes são usados por questões comerciais, não nutricionais. Eles ajudam a uniformizar a aparência de lotes diferentes de produção e diferenciar produtos de acordo com sabor ou formato, além de tornar os alimentos mais atrativos para o tutor, especialmente em vendas a granel ou fracionadas, onde o visual influencia mais na escolha.

 

Mas para o pet, a cor não faz diferença:

🐶 Cães enxergam principalmente tons de azul e amarelo;

🐱 Gatos percebem tons de azul e verde.

Ou seja, o vermelho e o laranja tão usados em rações coloridas são praticamente invisíveis para eles.

 

Os possíveis riscos dos corantes

Embora regulamentados, o uso excessivo ou a presença de corantes de baixa qualidade pode causar efeitos indesejáveis, como:

 

✓ Reações alérgicas cutâneas;

✓ Distúrbios gastrointestinais, alguns deles podem causar até mesmo hiperatividade;

✓ Aversão alimentar (em animais mais sensíveis ao cheiro químico).

 

Por isso, produtos sem corantes ou com corantes naturais são geralmente as melhores opções, especialmente para animais alérgicos, idosos ou com histórico de sensibilidade digestiva.

 

O que diz a legislação

A Instrução Normativa MAPA nº 13/2003 regulamenta o uso de aditivos e coadjuvantes de tecnologia em alimentos para animais. De acordo com essa norma:

 

  • Os corantes devem estar autorizados e listados oficialmente pelo MAPA e pela ANVISA;
  • Devem ser utilizados dentro dos limites estabelecidos para segurança;
  • Sua presença precisa estar declarada no rótulo do produto.

 

Além disso, o padrão feed/food garante que apenas substâncias consideradas seguras para consumo animal sejam aplicadas. Isso significa que nem todo corante “comum” de alimentos humanos pode ser usado em rações e petiscos, apenas os aprovados para uso veterinário.

 

Como identificar se o produto tem corantes

Você pode verificar no rótulo (geralmente no fim da lista de ingredientes).

Procure por termos como:

“Corante artificial”, “Corante natural de urucum”, “extrato de cúrcuma”, “carmim”, “Sem corantes artificiais” (muitos fabricantes destacam isso como diferencial).

Os produtos sem aditivos de cor costumam apresentar um tom mais uniforme e natural, o que não afeta em nada a aceitação pelos pets.

Quer saber rapidamente se uma ração ou petisco contém corantes artificiais? No app Noah Aprova, basta escanear o código de barras: o aplicativo mostra se o produto tem aditivos de cor, quais tipos e qual a avaliação nutricional geral. Assim, você toma decisões mais conscientes e evita oferecer ingredientes desnecessários ou até prejudiciais ao seu pet.

Corantes são aditivos seguros quando usados dentro das normas, mas não trazem nenhum benefício nutricional para cães e gatos. Seu uso é voltado à estética e ao apelo visual para humanos — não à saúde dos animais.

Dar preferência a alimentos sem corantes artificiais é uma escolha mais natural e saudável, especialmente para pets sensíveis. E com o Noah Aprova, você identifica essas diferenças em segundos, identificando corantes que podem ser nocivos através dos alertas visuais  (cor vermelha  indica aditivos não recomendados, laranja com ressalvas e amarela  regulares), como o Caramelo IV, por exemplo, garantindo transparência e cuidado em cada refeição.

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